Quando trabalhava na área comercial, supervisionando equipes de vendas, certo dia um profissional me questionou se de fato a “cota de vendas” que estava atribuindo à sua carteira era adequada. Sempre procuro ser justo, mesmo quando a aplicação da justiça possa contrariar os meus interesses, pois penso que se for transigir apenas porque isso me beneficia, não terei nenhum direito de exigir, logo adiante, um direito que, não obstante meus interesses, possa de fato me ser legítimo.
Já havia notado que apesar da competência e grande capacidade deste profissional sua performance não era das mais brilhantes. Este fato me intrigava e desafiava a entender o porquê do seu insucesso. Ora, se outros, com menores arsenais e ferramentas para converter as suas vendas conseguiam atingir suas metas, como poderia ele estar mês após mês frustrando-se e consequentemente frustrando as minhas expectativas de administração da equipe.
Mas o seu questionamento, sua queixa, diferentemente da de outros profissionais com menos chances de sucesso e por isso mesmo, encarando o desafio de suas “cotas de vendas” com frenquente e preocupante temor, me parecia descabido. Como poderia ele temer uma tarefa que sempre é desafiadora para qualquer bom profissional, mas que até por isso mesmo se constitui em um estímulo capaz de alavancar a sua performance a níveis satisfatórios?
Pois a resposta para as minhas dúvidas, passou por uma simples constatação: estava superestimando a capacidade deste profissional. Não bastaria a capacidade para que ele pudesse converter um desafio em realização. Seria preciso entender o desafio, dividí-lo nas etapas possíveis, estabelecer a estratégia para cada uma delas e só então, depois de assimilado todo o processo, se colocasse a campo.
Entendi, que uma “cota de venda” mal atribuida não é um desafio, mas um entrave e um desestímulo capaz de impedir a sua realização.
Mas por que o JP está trazendo esse papo de vendedor para discussão?
Tenho observado que estamos tendo dificuldades imensas em processar e entender a quantidade de informações à nossa disposição na sociedade midiática que construímos. E talvez essa dificuldade possa estar no singelo fato de que estamos procurando fórmulas com base no processo de conhecimento em que construímos o nosso conhecimento, o que óbviamente é completamente diverso do modo e da velocidade com que hoje isso acontece.
E como diria o nosso presidente, nunca na história deste mundo, se teve tanta e tão acessível informação. Talvez por isso mesmo, separar, classificar, organizar e construir conhecimento parece estar sendo tão difícil ou ao menos em produção menor do que esperávamos estar realizando.
Talvez por isso, ou por razões que a minha não alcança, tenho percebido o estranhamento das pessoas com este processo de profusão na circulação de informações, seja através dos tradicionais canais como a imprensa de todos os meios como o jornal, o radio e a televisão, sejam aqueles proporcionados pela rede mundial ou como a chamamos no idiona de seus inventores a world wide web através dessa realmente teia constituida pelas redes sociais e todos os mecanismos de comunicação que dela se estabeleceram.
Estamos talvez pretendendo processar a informação com a mesma velocidade com que construímos o nosso conhecimento o que obviamente é completamente inadequado, pois o ritmo é absurdamente diverso. O resultado é que não estejamos entendendo nem processando as informações que colhemos de forma a constituir um nexo e significado inteligível. Consequentemente é muito provável também que não estejamos realizando conhecimento ou no mínimo realizando muito menos do que pensamos estar realizando.
Já havia notado que apesar da competência e grande capacidade deste profissional sua performance não era das mais brilhantes. Este fato me intrigava e desafiava a entender o porquê do seu insucesso. Ora, se outros, com menores arsenais e ferramentas para converter as suas vendas conseguiam atingir suas metas, como poderia ele estar mês após mês frustrando-se e consequentemente frustrando as minhas expectativas de administração da equipe.
Mas o seu questionamento, sua queixa, diferentemente da de outros profissionais com menos chances de sucesso e por isso mesmo, encarando o desafio de suas “cotas de vendas” com frenquente e preocupante temor, me parecia descabido. Como poderia ele temer uma tarefa que sempre é desafiadora para qualquer bom profissional, mas que até por isso mesmo se constitui em um estímulo capaz de alavancar a sua performance a níveis satisfatórios?
Pois a resposta para as minhas dúvidas, passou por uma simples constatação: estava superestimando a capacidade deste profissional. Não bastaria a capacidade para que ele pudesse converter um desafio em realização. Seria preciso entender o desafio, dividí-lo nas etapas possíveis, estabelecer a estratégia para cada uma delas e só então, depois de assimilado todo o processo, se colocasse a campo.
Entendi, que uma “cota de venda” mal atribuida não é um desafio, mas um entrave e um desestímulo capaz de impedir a sua realização.
Mas por que o JP está trazendo esse papo de vendedor para discussão?
Tenho observado que estamos tendo dificuldades imensas em processar e entender a quantidade de informações à nossa disposição na sociedade midiática que construímos. E talvez essa dificuldade possa estar no singelo fato de que estamos procurando fórmulas com base no processo de conhecimento em que construímos o nosso conhecimento, o que óbviamente é completamente diverso do modo e da velocidade com que hoje isso acontece.
E como diria o nosso presidente, nunca na história deste mundo, se teve tanta e tão acessível informação. Talvez por isso mesmo, separar, classificar, organizar e construir conhecimento parece estar sendo tão difícil ou ao menos em produção menor do que esperávamos estar realizando.
Talvez por isso, ou por razões que a minha não alcança, tenho percebido o estranhamento das pessoas com este processo de profusão na circulação de informações, seja através dos tradicionais canais como a imprensa de todos os meios como o jornal, o radio e a televisão, sejam aqueles proporcionados pela rede mundial ou como a chamamos no idiona de seus inventores a world wide web através dessa realmente teia constituida pelas redes sociais e todos os mecanismos de comunicação que dela se estabeleceram.
Estamos talvez pretendendo processar a informação com a mesma velocidade com que construímos o nosso conhecimento o que obviamente é completamente inadequado, pois o ritmo é absurdamente diverso. O resultado é que não estejamos entendendo nem processando as informações que colhemos de forma a constituir um nexo e significado inteligível. Consequentemente é muito provável também que não estejamos realizando conhecimento ou no mínimo realizando muito menos do que pensamos estar realizando.

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